sábado, 23 de dezembro de 2006

ri!

.mensagem. .recebida.
.
.só. .podia. .ser. .pra. .eu. .rir. .mesmo. ... .meu. .dia. .tava. .tão. .paradinho. ... .obrigada.! ;* .
.ahahahahahahahahahahahahahahahahahahahah.
.pq. .rio.?
.
.ora. .essa. ...
.sabe. .quando. .vc. .vê. .e. .sabe. .que. .causou.?
.pronto.!
.ri. .por. .isso. .e. .rio. .agora. .e. .rirei. .um. .bocado. .ainda. ...
.
.pq. .quem. .ri. .por. .último. .não. .é. .retardado. .não. ...
.
.
.
.é. .causador.!

sábado, 2 de dezembro de 2006

ai.

a espera abate, cega, dói, fere, mata.

a espera faz a gente adoecer.

especialmente quando tem gosto de indiferença.

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

falta

tanta falta...
tanta falta...

.....................
.....................

domingo, 5 de novembro de 2006

o que é?

engraçado...
a tristeza me faz conseguir escrever...

e desde lá não tenho escrito...

isso é bom ou ruim?

quinta-feira, 26 de outubro de 2006

geometria

menina, menino.
questão de encontro.

menina, menino.
questão de tempo.

menina, menino.
questão de gênero.

menina, menino.
questão de ordem.

menina, menino.
menino, menina.
nas relações entre pontos, retas, curvas, superfícies
e volumes no plano e no espaço, questão resolvida.

quarta-feira, 25 de outubro de 2006

homo caninus

sete da noite.
passo no ônibus e me deparo com uma cena no mínimo intrigante.

um cachorro olhando um pedaço de carne do frigorífico.
faminto.
como o açougueiro olha pra ele com cara de "sai daqui senão te bato", o cão decide ir embora.

parece gente.
aquela gente que quando quer alguma coisa e não tem coragem de assumir vai embora...

como na fábula de la fontaine.



[iniciado em 14set2006, findo em 25out2006]

quinta-feira, 19 de outubro de 2006

da gripe quando assola

a doença, quando vem, me faz pensar na respiração. é um mal. necessário.
respirar. ato [in]voluntário.
quando se lê não se pensa em respirar... respira-se, apenas.
mas aquela leitura, hoje, me fez respirar. bem fundo.
e perceber que as coisas nem sempre são pra sempre.
mesmo que a gente diga que são. ou que quer que seja.
acho que não entendi quando li. ou talvez tenha entendido à minha maneira. ou talvez tenha entendido da maneira que era pra entender mesmo!
mas senti algo triste. senti que perdi algo quando li. senti certo, certamente.
pela não-resposta à pergunta feita na madrugada ébria e virtual da terça.
c'est la vie.
perde-se. ganha-se.
eu, ultimamente, só tenho perdido.
ganhar é para os loucos. de felicidade. de simpatia. de beleza. de amor.



desci.

segunda-feira, 9 de outubro de 2006

entre os parênteses

vento entre os dedos,
a vida se esvai...

não (me) pergunte os porquês,
apenas (me) escute.

e (me) ajude, estando sempre
por perto.

quarta-feira, 4 de outubro de 2006

um brinde

menti quando beijei.
quando cuspi.
quando sorri.
quando chorei.
quando olhei.
quando falei.
quando calei.

menti pra mim, somente.
pra ninguém mais.

nessa mentira de me mostrar o que não sou (nem fui, nem serei) é que, na verdade, eu fui verdadeira.

nesse mundo de palhaços sem narizes vermelhos.
de ironia e escárnio, maquiados em sorrisos.
de olhares reprovadores, por trás de olhares piedosos...

nesse meu mundo eu vivo. e morro.

brindo a mim...
e só eu sei da temperatura do meu champanhe.

cadinhos do cada

cada dia a mais, menos segurança.
cada dia a menos, mais medo.
cada dia é um só.

e nesses cadas é que me faço.

domingo, 1 de outubro de 2006

desabafo

pq q eu não consigo parar com isso?
pq q as coisas não são do jeito que a gente projeta?
pq q quando a gente quer, tudo (ou pelo menos um motivo q vale por tudo) conspira contra?
pq q na hora que a gente deseja não dá certo?
pq q quando a gente pode ver não pode fazer nada?

pq q cada dia mais penso que essa história tá se esvaindo e vai acabar em nada??


parei.



((responde pra mim isso tudo aí, q eu não aprendi ainda))

quarta-feira, 27 de setembro de 2006

vida

um momento apenas. mas eterno.

sábado, 23 de setembro de 2006

solilóquio

de pijama no sofá da sala, ela pensa na melhor maneira de dizer o não-dito.
ultimamente curtia mesmo os momentos de movies & blackberries. mas agora a angústia de dizer ou não tinha tomado corpo e chegou numa situação insustentável... tinha de fazê-lo. o como é que era o problema.
talvez fosse melhor deixar pra lá e não arriscar tanto. talvez o melhor fosse mesmo esquecer isso tudo. mas já era tarde. não dava mais. o envolvimento crescia a cada dia. e isso era perigoso.

Sara. uma princesa sem príncipe.

terça-feira, 19 de setembro de 2006

das perguntas

que força há nesses braços?
por que necessários?

que força há nessas mãos?
por que cuidadosas?

que força há nesses dedos?
por que receosos?

por que tanta força no silêncio
quando a voz é precisa?

por que não pára e vem
quando está longe e ausente?

perguntas, apenas.
desnecessário respostas...

sábado, 16 de setembro de 2006

9ª letra

Impura
Indecifrada
Imprópria
Invariável
Impossível
Instável
Imoral
Incompatível
Idiota
Insatisfeita
Impraticável
Infeliz
Ímpar
Inviável
Impulsiva
Inadaptada
Ignorante
Indizível
Imatura
Infiel
Imedicável
Indestrinçável
Improporcional
Ilimitada
Incapacitada
Imensurável
Indecorosa
Impedida
Inabitada
Impenetrada
Infiel
Imperativa
Inacabada
Improdutiva
Inacessível
Invulnerável
Incapaz
Imutável
Inútil.

quarta-feira, 13 de setembro de 2006

sobre escravos e senhores

- hoje?!
- é, hoje!
- tem certeza?
- tenho, claro. é hoje...
- mas eu pensei...
- não... você pensou errado. eu já esperava você há tempos. desde os 15 até os 20anos . dizia a todos que você viria quando eu tivesse 20... só que você nunca me apareceu... na verdade, você fazia que ia aparecer e de repente sumia...
- é verdade... acho que era porque não era nosso momento ainda.
- será que não? será que você não ficava meio assim de vir até mim?
- pode ser... acho que sim...
- o que houve? você não apareceu mais... há 4 anos não aparece de frente pra mim, como naquele dia que eu fui atravessar a rua e você estava do outro lado me chamando...
- eu te chamei mas me arrependi... na verdade, não me deixaram encontrar você
- mas eu queria te encontrar!
- é, eu também. mas não deixaram..
(...................................................)
- mas tem certeza mesmo que é hoje? não pode ser amanhã?
- não, não pode! já esperei muito tempo por você, não quero viver mais na expectativa do nosso encontro... tem de ser hoje. ou então você não me aparece mais.
(...................................................................)
- tudo bem. então vamos. já que você insiste...
- ótimo! não agüentava mais viver assim.


e, num tom avermelhado - não, não... vermelho vivo mesmo -, laura foi com ela.

uns dizem que foi crime. outros, suicídio.
mas de uma coisa todos sabem: foi passional.

domingo, 10 de setembro de 2006

have you ever seen the rain?

chuva na cabeça, para limpar a mente.
chuva nos olhos, para curar a vista doente.
chuva nos lábios, para saborear a vida.
chuva nos ombros, para suportar o mundo.
chuva nas mãos, para (d)escrever as tristezas.
chuva na barriga, para alimentar as esperanças.
chuva nas pernas, para sustentar o peso das decepções.
chuva nos pés, para aprender a caminhar.

também amo chuva.
ela traz um quê de transparência às coisas...

terça-feira, 5 de setembro de 2006

artigo definido

a vida.
a voz.
a noite.
a lágrima.
a possibilidade.
a conseqüência.
a consciência.
a insensatez.
a culpa.

o medo.

quinta-feira, 31 de agosto de 2006

ao vento

sinto os fios da brisa nos meus cabelos. eles me contam da efemeridade das coisas, da dissipação do que fui e da pseudoconstrução de um presente-hoje. cada um dos fios me sussurra palavras soltas.
dor. solidão.
vvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvida.

terça-feira, 29 de agosto de 2006

sinto muito

sinto muito, tenho de ir
a casa não está pronta
os móveis estão empoeirados

sinto, não dá pra ficar
indo, talvez, sinta-me bem
indo, talvez não

palavras fugiram
assim como o tempo
assim como elas mesmas
no momento do fim

causas e conseqüências não importam
elas não justificam
o sentido

mas sinto muito, tenho de ir.

(em 10 jul.2006)

alguém normal como eu (para ofélia)

sou normal, afirmo. sou? por que tanta pretensão em ser algo? é-se algo? existe alguma palavra no léxico definindo essa impossibilidade de completude? penso.

segunda-feira, 28 de agosto de 2006

integralização da vida

sentada no banco da universidade, leio clarice. aprendendo a viver. título no mínimo sugestivo. por uma semana fiquei a olhá-lo, sem coragem de lê-lo. só agora o tive. como pipoca doce, acho, para ver se adoço a vida. o homem passa. oferece-me biscoitos integrais. como minha pipoca e agradeço. penso como seria interessante ficar aqui, sentada, observando as pessoas. mas a vida não deixa. chronos não deixa. o homem dos biscoitos passa novamente. e me dá um sorriso cordial. retribuo.
a vida bem que poderia ser assim, como o homem dos biscoitos integrais.

segunda-feira, 21 de agosto de 2006

vontades...

desintegrar...
sumir do mundo...
acabar a vida...

sábado, 5 de agosto de 2006

jacto

Sua vida era medo.
Medo do silêncio, do frio da noite, das casas que pareciam grandes portais para um mundo novo, dos carros, das ruas, medo da sua história permanecer a mesma.
Bernardo desfazia das malas suas lembranças mais remotas e descobria que o medo era uma forma de se desdizer.
Em cada canto da casa havia ele. Havia os outros. Resquícios da memória que não o deixavam viver em paz. Mas viver em paz era algo que realmente ele não queria, pois o faria preso. Morrer em paz também.
E isso dava medo.
As tentativas de libertar sua alma do medo haviam sido inúmeras. Na rua, em casa, no alto de um prédio, num vidro de calmantes. Nada disso tinha surtido efeito. Bernardo tinha medo de se libertar. Pensava se eu quiser, eu faço. Ei! é isso realmente que eu quero? As frustrações eram muitas, e Bernardo sempre se arrependia de tentar o nada absoluto.
Ser humano é muito difícil. Bernardo ouvia o comentário no ônibus e via sua história como filme entrecortado por poucos momentos de alegria - felicidade não, era muito.
Sua vida era o que se convinha chamar vida boa. Conduta impecável, roupas sempre bem passadas, comida saudável, competência profissional irreparável.
Viver e ser. Duas palavras que não se encaixavam num mesmo contexto. Ou se vive, ou se é. É? Será assim a vida? Toda essa "grande maravilha", todas essas preocupações, todas as decepções... pra morrer e perceber que não se viveu o bastante? Pra cair em si no momento final e ver as inúmeras possibilidades que eu poderia ter sido e que só fui uma delas? Por que uma só apenas? Por que não uma a cada momento? Como as máscaras de todos os dias... podemos ser vários em um. Somos. E não somos. Estamos sendo apenas, conscientes de que nunca seremos.

Um som surdo ouviu-se.
Bernardo.
A vida.
A morte.

sábado, 29 de julho de 2006

pre-fixos

co-operar. co-laborar. co-existir.
re-fazer. re-tribuir. re-criar.
in-tegrar. in-fluir. in-trospectar.

co-re-in.

conjuntamente, novamente, conscientemente.

assim sendo, assim é.



alea jacta est.

sexta-feira, 28 de julho de 2006

pele

sulcos, poros, dobras, rugas, pele.
envelhecer, envelheSendo...
a cegueira da alma toma corpo,
toma pele.
e a vida segue, sendo...

terça-feira, 25 de julho de 2006

sois

sono
solidão

sou
só.

sexta-feira, 21 de julho de 2006

um pouco de cada

mais um dia.

e é o mesmo. entender seu sentido. as coisas parecem ser diferentes em cada momento. e são. sempre. cada parte, cada trecho. cada um é parte, trecho. pedaços do que passou chegam à memória. pedaços do que pode vir incomodam o ser. sempre incomodam, diante da angústia de não ser aquilo que não se é. cada si é diferente, sendo o mesmo. cada momento. dúvida. partes de um todo inteiradas numa possibilidade inócua. a indecência de se dizer ser faz as partes menos ocas. a sensação de incompletude eterna leva à estreiteza da dor. o não-acabado infinito caminha lado a lado com a vã felicidade. ineficaz pensar que cada si é um cada inteiro. cada si é. incompleto.

um vácuo à procura.