quinta-feira, 26 de outubro de 2006

geometria

menina, menino.
questão de encontro.

menina, menino.
questão de tempo.

menina, menino.
questão de gênero.

menina, menino.
questão de ordem.

menina, menino.
menino, menina.
nas relações entre pontos, retas, curvas, superfícies
e volumes no plano e no espaço, questão resolvida.

quarta-feira, 25 de outubro de 2006

homo caninus

sete da noite.
passo no ônibus e me deparo com uma cena no mínimo intrigante.

um cachorro olhando um pedaço de carne do frigorífico.
faminto.
como o açougueiro olha pra ele com cara de "sai daqui senão te bato", o cão decide ir embora.

parece gente.
aquela gente que quando quer alguma coisa e não tem coragem de assumir vai embora...

como na fábula de la fontaine.



[iniciado em 14set2006, findo em 25out2006]

quinta-feira, 19 de outubro de 2006

da gripe quando assola

a doença, quando vem, me faz pensar na respiração. é um mal. necessário.
respirar. ato [in]voluntário.
quando se lê não se pensa em respirar... respira-se, apenas.
mas aquela leitura, hoje, me fez respirar. bem fundo.
e perceber que as coisas nem sempre são pra sempre.
mesmo que a gente diga que são. ou que quer que seja.
acho que não entendi quando li. ou talvez tenha entendido à minha maneira. ou talvez tenha entendido da maneira que era pra entender mesmo!
mas senti algo triste. senti que perdi algo quando li. senti certo, certamente.
pela não-resposta à pergunta feita na madrugada ébria e virtual da terça.
c'est la vie.
perde-se. ganha-se.
eu, ultimamente, só tenho perdido.
ganhar é para os loucos. de felicidade. de simpatia. de beleza. de amor.



desci.

segunda-feira, 9 de outubro de 2006

entre os parênteses

vento entre os dedos,
a vida se esvai...

não (me) pergunte os porquês,
apenas (me) escute.

e (me) ajude, estando sempre
por perto.

quarta-feira, 4 de outubro de 2006

um brinde

menti quando beijei.
quando cuspi.
quando sorri.
quando chorei.
quando olhei.
quando falei.
quando calei.

menti pra mim, somente.
pra ninguém mais.

nessa mentira de me mostrar o que não sou (nem fui, nem serei) é que, na verdade, eu fui verdadeira.

nesse mundo de palhaços sem narizes vermelhos.
de ironia e escárnio, maquiados em sorrisos.
de olhares reprovadores, por trás de olhares piedosos...

nesse meu mundo eu vivo. e morro.

brindo a mim...
e só eu sei da temperatura do meu champanhe.

cadinhos do cada

cada dia a mais, menos segurança.
cada dia a menos, mais medo.
cada dia é um só.

e nesses cadas é que me faço.

domingo, 1 de outubro de 2006

desabafo

pq q eu não consigo parar com isso?
pq q as coisas não são do jeito que a gente projeta?
pq q quando a gente quer, tudo (ou pelo menos um motivo q vale por tudo) conspira contra?
pq q na hora que a gente deseja não dá certo?
pq q quando a gente pode ver não pode fazer nada?

pq q cada dia mais penso que essa história tá se esvaindo e vai acabar em nada??


parei.



((responde pra mim isso tudo aí, q eu não aprendi ainda))