quarta-feira, 7 de novembro de 2007

o significado muda

Naquele dia fazia três anos daquele encontro à toa, no ônibus.

Pedro resolvia com os amigos as fantasias que usariam naquele carnaval.
- É sério, Lucas... quero sair de zumbi não... tá um calor dos infernos! Especialmente no galo! Ei Bruno, paga aí a minha que na volta eu pago a tua.
- É mesmo, Lucas... é melhor a gente sair de bermuda só... de surfistas! - disse Bruno, enquanto pagava sua passagem e a de Pedro - tá beleza, tô pagando...
- Pô, velho! Aí é lasca né, Pedro?! Quando eu arrumo a fantasia, vocês vem com fuleragem! A gente combinou o quê, Bruno? Não foi isso?
- É, Lucas, mas tá muito quente!!
- Tá beleza... mas de surfista eu não saio! Coisa mais clichê...
- Eu queria saber o que, de certa forma, não é clichê no carnaval...
Enquanto passava pela catraca do ônibus, Pedro percebia que alguém o olhava. Sabe aquela sensação de estar sendo observado? Pois pronto.
Ela o olhava fixamente. Desde que o tinha visto, não conseguia tirar os olhos.
Os amigos logo perceberam e começaram a tirar onda dele:
- Meniiiiino, eu acho que vou pegar esse ônibus todo dia a essa hora agora...
- Fala não!! Tá bom, Pedro... desisto de sair de zumbi... tá muito calor mesmo... especialmente agora!
- Ahahahaahahahhaahahahahhah!!!
E quem disse que ele havia escutado algo? Cada momento em que a olhava era como se muitos anos de vida passassem por ele. Uma sensação de já ter vivido isso em algum momento da vida... e de ter vivido muitos momentos assim, extasiantes...
- Como é teu nome?
- Marina...
- Oi, Marina...
- Oi, Pedro...
- Mmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm - os amigos falavam em uníssono, e ele nem, nem...

Passou.
- Boooooooora, Pedro!!!!!
- ...
- Pedro, porra!!
- Eu tenho que ir agora...
- Quando eu posso te ver de novo?
- Não sei, eu não tenho costume de pegar esse ônibus...
- Vai pro galo sábado?
- Vou sim, mas vai ser praticamente impossível a gente se encontrar lá, né?
- É mesmo...
O ônibus parado, só esperando eles descerem...
- Olha, eu sempre fico do lado do palco principal, na Guararapes. Do lado mesmo. O esquerdo, de quem olha de frente pro palco. Passa lá...
- Eu duvido te encontrar...
- Passa, passa... garanto que me encontra...
De repente, o motorista:
- Marina, porra! Sacanagem! A gente vai se atrasar!! Libera esse cidadão aí logo pra ele descer, que a gente precisa cumprir horário, minha querida! No galo vocês se bicam, se esporam, fazem o que quiser... mas agora não...
- Desculpa, seu Ricardo... tchau...
- Desculpa, motô... já tô descendo... fui... Ei, não esquece! Do lado do palco principal!
- Táá!!!

Todo ano era assim. Havia três anos. Todo carnaval. Sábado de Zé Pereira, Galo da Madrugada. Ao lado do palco da guararapes, no meio da muvuca. Todo ano.

Ela, cobradora.
Ele, estudante.

Eles, de passagem.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

morna angústia

tomava banho sem pressa. deixava a água morna escorrer sobre seu corpo. lembrara-se de que não conseguiria, mesmo com toda vontade, chorar. a água do chuveiro trazia um quê de lágrima, e então não precisaria gastar as suas. mas a vontade era grande. lembrara-se da noite. aquele carinha no bar. logo, logo, os dois na cama...
pernas, afagos, sussurros, gemidos... tudo num silêncio mórbido que a fazia lembrar da água morna do chuveiro. e a sua escorrendo, entre as pernas...
a recordação da noite trazia a si a lembrança de uma dor, causada por uma escolha que havia feito momentos antes de adentrar aquele bar.
tomou uma, duas doses de vodca. até que o viu de longe e pensou ser ele.
o primeiro que a tomaria... tinha medo, mas já havia decidido. não iria voltar atrás... estava cansada de sempre fazer isso, de sempre se arrepender.
a água parecia ter esquentado mais... abriu mais um pouco o chuveiro e lhe veio a lembrança do não.
sempre o não fazendo parte de si... por isso as voltas atrás... por isso sempre o arrependimento na iminência do momento e a volta pra casa aos prantos por não conseguir.
agora era sem volta.
ainda molhada, pegou o telefone e pediu um jantar para uma pessoa. conferiu se tinha trocado. não tinha. pediu troco pra cinqüenta. ainda tinha o cheiro do perfume dele...
depois de um tempo, comeu e foi deitar.

ele, finalmente em casa. tirou o tênis, deu um suspiro profundo... não acreditava que havia conseguido.
ainda estava quente... ainda sentia o cheiro que exalava dela quando chegou mais perto. seu corpo ainda latejava do prazer que sentira há pouco. cuidava que ninguém desconfiasse. no banho, lembrava-se.
foi cheio de intenções para aquele bar. pretendia mesmo achar uma mulher. daquelas bem gostosas mesmo. pra sugá-la como nunca fizera antes a ninguém. e encontrara... aquela, a que estava bebendo vodca pura no balcão. parecia ser uma mulhar decidida, vivida e discreta. era exatamente assim que ele queria.
olhou-a e chegou perto. pouco mais de vinte minutos de conversa e já estavam no carro dele, seguindo para um lugar mais calmo.
a água fria caía sobre suas costas e o fazia lembrar do que acabara de fazer... viu que estava tremendo. não de frio, mas de angústia. seu instinto de macho o fizera agir... e só agora se dava conta de que não era uma mulher gostosa, decidida, vivida e discreta que queria.
descobriu que não era aquela a mulher que queria.
enxugou-se, vestiu uma bermuda e deitou-se ao lado dela. a que ele queria verdadeiramente. e prometeu a si mesmo não fazer mais aquilo em nenhuma circunstância.

ela, morna. ele, angustiado.
os dois lembraram-se, cada um na [sua própria] solidão da madrugada, da breve conversa que tiveram depois da pequena morte na cama. ele puxara assunto:
- olha, quero que saiba de uma coisa: é minha primeira vez aqui, assim... e queria que você não dissesse a ninguém..
- é? tá bom. não se preocupe - disse ela, como quem não estivesse vendo nada demais - mas como assim 'asssim'?
- assim, com alguém que conheci há umas horas...
- confesso. é minha primeira vez também...
- sério?
- sério...


a última imagem que vinha à cabeça deles era a do dinheiro em cima da cômoda. para ela.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

quereres

Eu quero:

  • verdades de clarice
  • sensacionismos de caeiro
  • virtuosidades de camões
  • ironias de machado
  • crueldades de dorian
  • levezas de cecília
  • questionamentos de guimarães
  • denúncias de gregório
  • bucolismos de gonzaga
  • pessimismos de álvares
  • ufanismos de gonçalves
  • cuidados de drummond
  • amores de vinícius
  • cores locais de joão cabral
  • simplicidades de gilvan.

pode ser?

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

o sábio soube

ela sabe o que não quer.
ele que não sabe que ela sabe.

e insistem em não se saberem.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

tirando as teias

cada fio tece um novo rito
cada fio cria um novo mito
cada novo rito é uma forma do ser
ser cada e ser mito.

a aranha formata uma nova teia
o formato do novo

uma presa sem pressa
passa pela teia
para na tela viva e espera
a morte para dar vida

a forma de ser aranha
ser forma, des-forma

a-morfa.
a-ranha.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

eu. você. ela. ele.

Tudo tomara lugar. O sorriso, a palavra. A impressão que tivera era de que tudo se transfigurara no olhar.
Como flâneur, observara e tudo compreendera. Até mesmo o que ultrapassara [ou o que nem chegara - ainda].
A transparência dos pingos de chuva... o frio que permeara o corpo... o brilho do dia artificial, fluorescente. Tudo ditara o impreciso. Tudo parecera, apenas.
A idéia de possibilidade [pois tudo o é] destratara aquilo que outrora fora escassez. O possível tornara-se.
O sentido criara um gosto diferente à boca - meio mal-criado. O filme passara. Aquele que até então não ousara assistir. As maravilhas de um encontro.
E sonhara.
Mesmo sabendo que depois a memória trairia.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

vas

vida de quê?
vida vivida sem vida.
viver vendo a vida voar.
viver vivendo.
viver voando.
e varrer a vida.


almamente. cuidadosamente.
a mente
maquina a mais medíocre máquina.
a existência.
a[l]ma mais [ou menos].
vestida de marfim
de alma lavada
num mar sem fim.
para a[r]mar. e matar.
e amar.


que seres, afinal?
seres ou somos?
que sentido há em ser?
que ser seria, se kafka consentisse escolher?
sentindo o ser,
que ser seria?
ser sendo.
so-mente.



assim é.

sábado, 2 de junho de 2007

mestre! desce mais uma bem gelada, por favor...

ela era 'a menina da saia'.
suas afirmações sempre faziam quem estar com ela parar e pensar.
incógnita poderia ser seu sobrenome.
saía por aí...
bebendo e conversando...
conhecendo gente e conversando...

- mto doida essa menina da saia neh?
- é mesmo... mas ela até q sabe conversar...
- é... se sabe... cada uma que ela solta... fodástica...
- aham... eu mesmo não curto muito assim conversar com ela...
- e pior q ela eh boa tb neh?
- ô! namoraria ela não... ela fala mta verdade.
- mas ela quer namorar ninguém não, pô...
- mas q eh boa, é.
- se é!



- ó quem tá ali!
- quem?
- a menina da saia, pô...
- ah, eh mesmo! gosto dela! ela diz mta coisa legal...
- tás sabendo da lenda sobre ela?
- qual?
- dizem que dia desse teve uma doidinha que se matou depois de conversar com ela numa noite de doideira...
- sério?
- é. povo diz que eh porque a doida era apaixonada por ela...

quinta-feira, 31 de maio de 2007

é?

acontece que cansei.
é.
cansei.
muito chato mesmo ficar desse jeito...
um abuso.
deixa pensar, deixa falar.
posso fazer nada se não têm o que fazer.
posso fazer nada.
mas isso é que me mata.
não poder.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

sejamos francos

- é, pô! o povo vive dizendo isso...
- sério? pessoal comenta é?
- claro neh! tu acha mesmo que non iam comentar?
- sei lá! q q o povo tem a ver com isso...?
- sei tb não, mas que comenta, comenta...
- afff... povo sem ter o que fazer... manda arrumar uma lavagem de roupa, manda!
- eh foda mesmo... mas mesmo assim neh... faz aí o que tu queres...
- é po...
...
- porra véi... bem que tu disse... povo comenta, fica olhando...
- hein?
- daquilo po... que a gente tava conversando dia desses...
- aaa!! eu não disse? tá vendo, tá vendo?
- pois eh... povo n tem o quie fazer mesmo...
- mas fizesse o que tu queria, neh?
- fiz, fiz.
- valeu?
- ô! se valeu...
- então pronto. manda se fuder tudinho.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

antagonismo

viver, apenas.
cuidando, sendo, aparando arestas...
viver como um dom.
Téo pensava a vida uma eterna corrida pelo ouro que, no fim, não era dele.
cada palavra, cada ação motivava-o a fazer da existência algo que não o fizessem apenas uma fotografia.
porque fotografia era tão-somente a lembrança. uma possibilidade de estender a própria existência.
a poesia da vida.
Luana saindo do banho lhe dava uma excitaçãoque ultrapassava o físico. já a tinha possuído. não era prazer físico o que sentia. era algo que o fazia refletir sobre suas escolhas.
pensava consigo mesmo alguma forma de definir aquela sensação.
ela rouba-lhe um beijo, como quem ousa algo proibido. o simples olhar de Luana o fazia transferir-se para o cosmos.
cuidava que isso tomasse uma proporção sem medidas. precisava fazer algo que evitasse.
- TÉÉÉO!!!!!!!!
- hã?!
- eu tô falando contigo há cinco minutos e você não dá nem sinal de vida!
- ah, Luana! Me poupe...
- grosso!
- grosso o quê? você fica aí falando, falando, falando... quer que eu aja como adolescente é? que eu fique te babando e olhando pra você o tempo todo?!
pensava como podia dizer coisas exatamente contrárias ao que realmente queria fazer... entrou no banheiro pra tomar uma ducha fria.
.
.
.
- Luana, olha... desculpa. eu não queria dizer aquilo... era exatamente o oposto. eu amo você. perdoa... Luana?! Luana, tás aí?... Luana!!!!

um silêncio de anjo invadiu o quarto.


[garagem, 28abr2007]

quinta-feira, 19 de abril de 2007

ahn...

- pra que você carrega essa chave?
- pra abrir portas...
- ah...
- ...
- ...
.
.
.
- será que a minha chave abre a porta da sua casa?

quarta-feira, 18 de abril de 2007

collage

- lover, you should have come over... will i ever see your sweet return? it's not too late...
- jaz, tocarei seu nome pra poder falar de amor...
- minha vida por inteiro lhe dou!!
- havia mais que um desejo, a força do beijo por mais que vadia não sacia mais...
- this is our last good bye... i hate to feel the love between us die...
- existe alguém em nós... existe alguém aqui, no fundo, no fundo de você, de mim...
- indefinível...
- mas não tente se matar, pelo menos essa noite não...
- vai passar...
- de todas as maneiras que há de amar, nós já nos amamos... em todas as palavras feitas pra sangrar, nós já nos cortamos... solta as unhas do meu coração que ele está apertado...
- eu penso tanto em nós dois... me conta agora como hei de partir... se ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvairios...
- será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava?
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- espero que ainda dê tempo... eu que falei 'nem pensar', agora me arrependo roendo as unhas...
- quando você me deixou, meu bem. me disse pra ser feliz e passar bem... olhos nos olhos.. quero ver o que você faz ao sentir que sem você eu passo bem demais... escute, garota, façamos um trato, você desligue o telefone se eu ficar muito assustado... eu não tô à toa pro teu lado...
- eu só queria me casar com alguém igual a você... e alguém igual não há de ter...
- nosso amor não deu certo, gargalhadas e lágrimas. de perto fomos quase nada. tipo de amor que não pode dar certo na luz da manhã...
- se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar que tudo era pra sempre, sem saber que o pra sempre sempre acaba?
- you didn't understand my love...
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... na boca em vez de um beijo, um chiclé de menta.

quarta-feira, 11 de abril de 2007

impávido que nem mohamed ali

dia com sabor de carne.

só esperando o tempero.

virá?

.

sábado, 17 de março de 2007

pseudoethos

Meia noite. Meia vida.

As mãos parecem
as mesmas.
Sujas e feias,
como se embebidas
de um suor entranhado

há anos.

Os olhos parecem
num brilho sem luz,
na umidade seca
de um verão que já passou.

A boca.
Os mesmos lábios, porém
diferentes.


O sabor é amargo
como a vida, víbora que mata
lentamente...


O cheiro sentido já não agrada

como antes.

O rosto marcado
por um passado que não passa.

As vozes parecem familiares.

Entanto calam quando
digo que não sou
quem eu procuro,
que não acho
o self que dizem ser meu.

O gosto da angústia
se aprofunda

quando o relógio

com suas pernas ambulantes
avisa que o tempo
já passou,
que já é meia noite
e que eu sou
apenas uma...

Não me percebo da forma
que dizem me ver.

Cuidado já não cuida.

O tempo todo já não é
todo o tempo.

E eu fico.

Mantenho-me
como múmia.
Que é pra ver se um dia

renasço.
No mesmo corpo.
Na mesma vida.
No mesmo eu.
Na mesma.


Aniversário.
Comemorar o quê?
O vazio de mim?
A falsidade dos que me enchem de congratulações?

E eu?
Quando vou me comemorar?
Morar dentro de mim
e não querer fugir de casa?

É meia noite.

Mas que fique noite toda.
Para que eu possa tê-la
para sempre
em mim.

[31/01/2006]

quinta-feira, 15 de março de 2007

metonímia

- quero sim.
- quer nada...
- quero, já disse! faz tempo que quero...
- é... eu também...
- então!...
- o problema é esse. eu quero. sem querer querer...
- problema? achei que isso resolvesse o caso.
- resolve nada. pior é que não tem como resolver...
- por quê?
- porque eu sou demais pra o que tu queres...
.
.
.
- ei!
- que é?!
- vixx! pra que isso tudo?
- raiva!
- de quê?
- de tu, né! de que mais teria raiva?
- também. raiva de você.
- te odeio!
.
.
.
- óa... sei não, viss!
- o0'
- é. tu fica aí assim... complica a coisa.
- :|
- e faça essa cara não que eu tô falando sério.
- eu sei que você tá falando sério. só não sei pra que isso tudo...
- "não sei pra que isso tudo"?! você vem assim e ainda me pergunta isso?
- é! claro! eu fiz o quê pra tu? fiz nada demais, fiz?
- claro que fez?
- o quê? o0'
- apareceu na minha vida.
- eu sumo! não seja por isso...
- impossível. agora já foi... quer dizer, já veio.

segunda-feira, 12 de março de 2007

conto sem fadas

era uma vez uma menina que andava confusa. a vida lhe parecia um tanto quanto a mesma sempre. queria mudar, sair, viajar.
ficava difícil sorrir daquele jeito, confusa. mas ria [acaso alguma vez te espantaste quando riste?].
e ria muito. seu sorriso era lindo. todos diziam.
- que nada... acho não.
- mas é, pô. é lindo. e linda você, também. toda linda.
- sou nada...
- é tudo!
- ...
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sorriso lindo, corpo lindo, cinturinha gostosa de pegar...
não gostava disso... acreditava que o bom mesmo seria encontrar alguém que lhe desse atenção, falasse dela como pessoa... esquecesse essa nóia de estética...
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até que um dia lhe apareceu Fado.
um moço lindo. mais novo que ela, até.
ele era aquele tipo de cara perfeitinho. carinhoso, sempre atento às suas vontades...
para ele, dizia, o mais importante era o interior.
- ligo pra essas coisas externas não, coração...
- ah! mas custa nada falar que eu sou bela...
- mas você É bela! você é legal, simpática, inteligente, competente, carinhosa... enfim, bela.
- ¬¬
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engraçado... naquela hora ela queria mesmo era que ele lhe dissesse um: "você é mesmo uma gostosa!"
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o namoro acabou-se. Fado não a entendia.
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e a menina cresceu.
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e achou que era a única louca normal do mundo.



Você tem se achado confuso ultimamente?
O Sim

O Não

sábado, 24 de fevereiro de 2007

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sem inspiração.
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eu quero escrever.
mas o quê?
sobre o quê?
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hunf.