quinta-feira, 31 de maio de 2007

é?

acontece que cansei.
é.
cansei.
muito chato mesmo ficar desse jeito...
um abuso.
deixa pensar, deixa falar.
posso fazer nada se não têm o que fazer.
posso fazer nada.
mas isso é que me mata.
não poder.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

sejamos francos

- é, pô! o povo vive dizendo isso...
- sério? pessoal comenta é?
- claro neh! tu acha mesmo que non iam comentar?
- sei lá! q q o povo tem a ver com isso...?
- sei tb não, mas que comenta, comenta...
- afff... povo sem ter o que fazer... manda arrumar uma lavagem de roupa, manda!
- eh foda mesmo... mas mesmo assim neh... faz aí o que tu queres...
- é po...
...
- porra véi... bem que tu disse... povo comenta, fica olhando...
- hein?
- daquilo po... que a gente tava conversando dia desses...
- aaa!! eu não disse? tá vendo, tá vendo?
- pois eh... povo n tem o quie fazer mesmo...
- mas fizesse o que tu queria, neh?
- fiz, fiz.
- valeu?
- ô! se valeu...
- então pronto. manda se fuder tudinho.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

antagonismo

viver, apenas.
cuidando, sendo, aparando arestas...
viver como um dom.
Téo pensava a vida uma eterna corrida pelo ouro que, no fim, não era dele.
cada palavra, cada ação motivava-o a fazer da existência algo que não o fizessem apenas uma fotografia.
porque fotografia era tão-somente a lembrança. uma possibilidade de estender a própria existência.
a poesia da vida.
Luana saindo do banho lhe dava uma excitaçãoque ultrapassava o físico. já a tinha possuído. não era prazer físico o que sentia. era algo que o fazia refletir sobre suas escolhas.
pensava consigo mesmo alguma forma de definir aquela sensação.
ela rouba-lhe um beijo, como quem ousa algo proibido. o simples olhar de Luana o fazia transferir-se para o cosmos.
cuidava que isso tomasse uma proporção sem medidas. precisava fazer algo que evitasse.
- TÉÉÉO!!!!!!!!
- hã?!
- eu tô falando contigo há cinco minutos e você não dá nem sinal de vida!
- ah, Luana! Me poupe...
- grosso!
- grosso o quê? você fica aí falando, falando, falando... quer que eu aja como adolescente é? que eu fique te babando e olhando pra você o tempo todo?!
pensava como podia dizer coisas exatamente contrárias ao que realmente queria fazer... entrou no banheiro pra tomar uma ducha fria.
.
.
.
- Luana, olha... desculpa. eu não queria dizer aquilo... era exatamente o oposto. eu amo você. perdoa... Luana?! Luana, tás aí?... Luana!!!!

um silêncio de anjo invadiu o quarto.


[garagem, 28abr2007]