terça-feira, 14 de agosto de 2007

eu. você. ela. ele.

Tudo tomara lugar. O sorriso, a palavra. A impressão que tivera era de que tudo se transfigurara no olhar.
Como flâneur, observara e tudo compreendera. Até mesmo o que ultrapassara [ou o que nem chegara - ainda].
A transparência dos pingos de chuva... o frio que permeara o corpo... o brilho do dia artificial, fluorescente. Tudo ditara o impreciso. Tudo parecera, apenas.
A idéia de possibilidade [pois tudo o é] destratara aquilo que outrora fora escassez. O possível tornara-se.
O sentido criara um gosto diferente à boca - meio mal-criado. O filme passara. Aquele que até então não ousara assistir. As maravilhas de um encontro.
E sonhara.
Mesmo sabendo que depois a memória trairia.