segunda-feira, 25 de agosto de 2008

escrito [de] a-gosto II

um dia, andando pelo Recife, fica melhor de entender como as pessoas são.
vontade de ser turista na cidade.
não, não... de ser turista não...
de ser... sei lá. algo que não faça ser igual.
se bem que a igualdade é estranhamente confortável.
é...
explica-se: é como se quase não precisasse de esforço pra estar. aí nem precisa se preocupar em fazer isso ou aquilo. porque tudo já vai estar pré-programado mesmo...
já pensou na possibilidade do mundo como uma grande caverna?
tipo a de Platão.
é...
todo mundo já acostumado às dores do ser-nesse-mundo...
de repente, não mais que de repente... chega alguém dizendo que nada disso é real. é só projeção de imagens.
pronto! imagina a bronca!

a mente dela ficava oscilando entre "o que é que eu tô fazendo aqui?" e "povo doido... sei não, viu..."

mesmo assim, nostalgia. à flor da pele.
as lembranças vinham. como na hora da morte; um filme passando na mente.

[não tinha reparado como memórias fazem o volume de um caderno aumentar.]

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

escrito [de] a-gosto I

- era uma vez duas pessoas...
- não, não era uma vez...
- tá! foi uma vez duas pessoas.
- não! NÃO! não foi uma vez. que coisa! vc nunca lembra?
- ai que saco! foram quatro vezes duas pessoas.
- é. foram quatro vezes. agora sim...
- e foram quatro vezes??
- ah, disso nem eu lembro bem... mas considera quatro, tá? e aí, vai começar?
- tá, começo. posso?
- pode, pode.

- Foram quatro vezes duas pessoas. Depois disso, não foram mais.
- ei... depois disso o quê?
- disso, ué!
- e o que é "disso"?
- pronto, começou... ¬¬'
- vaaaai... escreve. parei.

Foram quatro vezes duas pessoas. Ficou no meio do caminho - se é que o meio do caminho existe mesmo...
Um se apegou demais, outro de menos.
- dá não...
- é né...
...
- ei... some não?
- sumo sim. pelo menos por enquanto...
- por enquanto é quanto tempo?
- sei não. mas é tempo.

Tempo passou. Sol se foi, chuva veio... então se encontraram de novo. Mas não foram.
Um perguntava demais.
O outro? bem, o outro era outro, já...