domingo, 6 de junho de 2010

Dos verdes na casa

E tinha um pé de hortelã na janela entre duas almofadas. A impressão era de que o tempero estava entre eles.... mas havia um vácuo, bem como a certeza de que não se veriam mais dentro de pouco tempo.
Vários sonhos. Planos de viajar, de viver viajando... Gastar a vida assim, vivendo. Ser mais um nas estatísticas. Aquelas de uma das poucas pessoas no mundo que conhecem o mundo. E que se conhecem no mundo.
Na vida de viajante não cabia nada que fosse permanente. Ela lembrou que no dia do aniversário, no ano passado, tirara uma foto de uma parte de um quadro que estava na galeria de arte. Estava escrito: "Nothing is permanent". E tomou pra si. Mas havia esquecido de dizê-lo. Viajaste... viajei.

Não sabia se deveria ficar de luto ou 'fuck it all', como dizem.

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